Começo de ano é o momento de planejar a rotina, as demandas de trabalho, estudo, cuidados com a família, amigos, saúde, vida social…  E, para quem é leitor, é preciso se programar e reservar um tempo para se dedicar às leituras. Participar de um clube de leitores ajuda a se motivar e se organizar. Por isso, o Clube do Livro da Associação de Escritores do Alto Vale colocou como desafio de leitura para as férias o clássico de Mary Shelley.

Se você leu, pretende ler ou mesmo só assistiu a uma das versões da história no cinema, o encontro serve para trocar ideias e interpretações.

Frankenstein ou o Prometeu moderno narra a história de Victor Frankenstein, um jovem cientista que dá vida à uma criatura de formas monstruosas e enfrenta as consequências de rejeitá-la. E quando esse novo ser passa a vagar sozinho, aprendendo a falar e conhecendo as coisas do mundo… e é aí que começa o desenrolar de mais uma dimensão do enredo.

Mas afinal, para além do que já se sabe sobre esse clássico, qual a dimensão simbólica dessa grande obra? Não à toa, esta é uma obra que transcende a literatura, está nos cinemas, no teatro, nos quadrinhos…

É isso que vai conduzir o primeiro encontro do projeto em 2026.

Quem é o verdadeiro monstro?

No livro de Mary Shelley e na adaptação cinematográfica da obra pelo diretor Guillermo del Toro, a questão central do clássico Frankenstein permanece instigante e complexa. Victor Frankenstein é um homem ambicioso que desafia os limites da ciência e reluta em assumir as reais consequências de sua criação. A criatura está marcada pela solidão, rejeição e força bruta, carregando o peso de viver em um mundo que não a aceita.

O terror não está apenas no surgimento de um novo e estranho ser, mas nas ações e escolhas humanas, na ausência de empatia e no destino incerto de uma vida

Mary Shelley, a precursora da ficção científica

A autora nascida em Londres, em 1797, escreveu Frankenstein quando tinha apenas 18 anos. Criou assim um clássico gótico que inaugurou a ficção científica, conjugando pela primeira vez uma narrativa de ficção com a ideia de ciência.

Mary Shelley fazia parte de um grupo de escritores que foi desafiado pelo poeta Lord Byron a escrever narrativas de fantasmas durante uma viagem à Suíça.

Frankenstein foi publicado pela primeira vez de forma anônima. Mary Shelley assinou a segunda edição da obra, em 1823. Foi autora também de contos e ensaios ao longo de uma vida marcada também por perdas.

A mãe morreu logo após o seu nascimento. O pai a repudiou pelo casamento com o então viúvo Percy Bysshe Shelley, com quem teve quatro filhos, sendo que apenas um, Percy Florence, sobreviveu.
Mary Shelley morreu aos 53 anos, deixando uma obra que é também referência do horror moderno.

👉 CLUBE DO LIVRO: Frankenstein ou o Prometeu moderno, de Mary Shelley
🗓️ 07/02/2026, 14h
📍Rio do Sul/SC (local a ser divulgado mais perto da data)
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