


Naquela tarde fria à sombra e quente demais ao sol deixa a cadeira no gramado, guarda o livro e resolve arrumar a bagunça do escritório. Há meses havia prometido se desfazer de coisas velhas. Com todo cuidado para não estragar as unhas pintadas um dia antes – cor

O forte calor naquelas férias de verão lhe causa brotoejas no rosto e nuca. O suor que desce pelas costas é absorvido pelo cós do shorts jeans. O sorvete já não refresca, tampouco o ar-condicionado do carro. Avista um quiosque à sombra e almoça o prato anunciado na

Um pires dá suporte à única luz da casa. É início de noite. A vela tremula e se esvai rapidamente. A cidade está às escuras. A tempestade daquele último dia de junho assustou a todos, poucas horas antes. O vento, que passou a mais de 100 quilômetros por

É sábado. Ela atravessa a balsa para chegar à longa avenida que leva à praia da cidade ao lado. Tem esperança de encontrar o rapaz moreno e distraído que havia visto nos corredores da faculdade. Sabe que reside ali e, por sorte, talvez o encontre nesta tarde de

A cidade corpo das águas, território das memórias
Naquela direção, a menos de seis ou sete noites de percurso, encontra-se Eutárpia. Não sendo metrópole, tampouco um vilarejo, a cidade é do tamanho do que dela o viajante enxerga de ruas, vielas, esquinas e ladeiras. Com um pouco mais de atenção, quem chega à Eutárpia vê que

O vento gelado de fim de tarde lhe esfriava além do corpo. A previsão no celular indicava 18 graus de um céu limpo com poucas nuvens.
Após a caminhada até a praia alinhou-se no sofá para esquentar os pés.

Meus amigos, meus inimigos
Há pouco tempo para sentar-se à mesa
beber em cálice conjunto…

Poesia é morada num terreno baldio
É dar sentido aos abandonos
Memórias de chão batido
Paisagem de infância riscada na terra…

Texto de Sônia Regina em homenagem aos avós maternos, Guilherme e Carolina.