UM DIA DE SOL. UM LUGAR. UM LIVRO.

Paraíso existe? Digo que sim! E cada olhar o encontra de um jeito só seu. Pode estar no balançar sutil do corpo ao som nos fones de ouvidos; na calmaria sonora das ondas contra as pedras roliças; no pisar na areia revestida de minúsculos pedaços de conchas; no farfalhar de conversas vindas de longe ou, até mesmo, no tilintar do pequeno barco que invade o rastro brilhante do sol em todo aquele mar ao redor. 

Paraíso existe? Digo que sim! E nele o tempo é detalhe a não ser pensado. Está ali, naquelas águas calmas cercadas por mata, pedras e uma faixa de areia clara. Está ali, naquele pedaço de beleza rústica e irradiante: a ILHA DO GRANT, na praia de mesmo nome, em Barra Velha/SC. 

Conheci o paraíso quase no final das férias de verão. A travessia entre praia e ilha é feita por pescadores artesanais, em dias de bom tempo e mar calmo, entre 7h30 e 17h. Dura no máximo dez minutos e custa em torno de R$ 30,00 por pessoa. As chegadas e partidas acontecem próximas à Estátua dos Pescadores, em frente ao posto de salva-vidas, na Praia do Grant.  

MISTÉRIOS

Moradores e pescadores da região de Barra Velha contam histórias sobre a origem dos nomes da praia, da ilha e do morro – que envolvem piratas e tesouros. É possível explorar a pé uma trilha em meio à mata, que dizem levar a cavernas usadas como esconderijos. Entrei no comecinho dela para tirar fotos, mas não tive coragem de seguir adiante. 

 Uma pesquisa no site oficial da cidade me levou ao fato de que, no início dos anos 1940, um inglês chamado Mr. Grant morou e construiu um hotel nas proximidades da praia. E que só os hóspedes podiam acessar a ilha. 

Felizmente, o passar do tempo tornou a praia e a ilha do Grant acessíveis ao público em geral. 

Em tempo: participaram dessa aventura comigo:  Elisângela, Lilian e Lurysmey (amigas) 

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FÁBULA E REALISMO FANTÁSTICO

Estive no meu novo paraíso, quer dizer, na Ilha do Grant, acompanhada de um bom livro: “O Som do Rugido da Onça” (Companhia das Letras, 2021) da escritora e historiadora pernambucana, Micheliny Verunschk.

A autora partiu de um fato real para criar uma obra ficcional que apresenta temas como: memória, colonialismo, pertencimento e argumentos antropológicos.

A história trata do rapto de duas crianças indígenas (a menina Iñe-e e o adolescente Juri) pelos cientistas alemães Johann Baptist von Spix e Carl Friedrich Philipp von Martius, durante uma expedição científica à Amazônia entre os anos de 1817 a 1820.

A obra, que apresenta registros históricos, jornalísticos e míticos, bem como, utiliza termos das línguas indígenas, foi vencedora do Prêmio Jabuti na categoria “Romance Literário”.

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