Tem cheiro doce no ar. O início do outono e a chegada da Páscoa trazem a nostalgia da infância ansiosa para ver o coelhinho e saborear muitas delícias.
Em abril de 2025, faltando uma semana para a Páscoa, uma viagem em família nos levou a GRAMADO e CANELA, na serra gaúcha.
A beleza da estrada já nos cativou de saída. Como o trajeto e as cidades oferecem inúmeros atrativos, um roteiro foi organizado para otimizar o tempo e o orçamento – tudo impresso em duas cópias.
Tem muitas coisas para se fazer por lá. As cidades são especiais pelas atrações temáticas, restaurantes e lojas de chocolates artesanais, além da beleza da paisagem natural. A proximidade entre ambas (cerca de oito quilômetros pela Avenida das Hortênsias) facilita visitá-las em uma única viagem. Na maioria das vezes, os preços são bastante salgados, por isso, é bom pesquisar um pouco mais para que as opções caibam no bolso.
A chuva fina de fim de tarde e o friozinho ao amanhecer deram ao passeio sensações de aconchego e bem-estar. O charme da arquitetura e da decoração em praças, árvores e fachadas nos conectaram com uma energia diferente e contagiante. Foram quatro dias inesquecíveis de muitas andanças, comilanças e risadas.
Participaram dessa aventura: Marlene (mãe) Sandro (irmão) e Franciele (cunhada – fotógrafa e responsável pelo roteiro).

POR ONDE ANDAMOS
GRAMADO
Área central – (Portal + Paróquia São Pedro (Fonte do Amor Eterno – Termômetro)





Fábricas/Lojas de Chocolate




Lago Negro (Construído artificialmente em 1942)








Parque Temático Snowland





Pousada Villa Cantaloa



Rua Torta – Centro



CANELA
Catedral de Pedra (Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes) e Estação Ferroviária (inaugurada em 14/08/1924)



Empório Canela – Centro





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DIAS E NOITES EM UM COLÉGIO INTERNO

A leitura escolhida também tem a ver com o Rio Grande do Sul, mas em outra situação e paisagem. No romance autoficcional “MEMÓRIA DO CHÃO” (Companhia das Letras, 2025), Marcelo Labes narra as dificuldades de um adolescente durante os anos de formação num colégio interno. Fala de amadurecimento, autodescoberta, desilusões e acerto de contas com o passado.
Na história o protagonista Rafael – que assim como Labes nasceu em uma família simples de Santa Catarina, foi admitido como bolsista na Escola Evangélica/RG. Por lá, encontrou amizades, paixões, bebedeiras e descobertas além da sala de aula.
Por meio de Rafael, o autor, nascido em Blumenau/SC, retrata com sensibilidade e sinceridade experiências transformadoras da própria vida. A narrativa, em primeira pessoa, aborda temas como: sexualidade, medos, preconceitos, depressão e alcoolismo. Também apresenta um personagem já adulto, problemático e solitário.
Realizei a leitura durante as férias de verão, por isso, as imagens em nada identificam o cenário nublado, sisudo e frio apresentado no livro. Um contraste entre as agruras da vida e a importância de boas amizades – como as vividas por autor e personagens.







