FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL (FLIP) PARATY É UMA FESTA!!

Sabe quando se tem uma vontade enorme de ir a um lugar? Um lugar nem tão longe e nem tão perto, mas que lhe faria unir pelo menos duas paixões: viagens e livros. Então, aconteceu comigo, com o Tiago, com a Julieti Largura (meus alunos de Jornalismo na época) e, ainda, minha mãe Marlene, que jamais iria ficar de fora.  Em julho de 2012 fomos a Paraty, cidade liiiiiinda e histórica do Estado do Rio de Janeiro.

Estivemos na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) – onde TODAS AS PALAVRAS espalhadas pelos ventos das marés impactam, emocionam e enriquecem. Uma semana em que o coração saltitou de euforia!!

Devido à sua cultura e biodiversidade a cidade de 356 anos (fundada em 28 de fevereiro de 1667), foi nomeada Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). E o que isso significa? Que se trata de um lugar incomum onde é possível ter as melhores experiências pois reúne cultura, gastronomia, praias, cachoeiras, aventura, música, diversão, passeios por terra e mar, artesanato, eventos, arquitetura colonial, história e tradição.

Os cenários de Paraty são de fechar os olhos, prender o fôlego e chorar de emoção. De arregalar os olhos, respirar fundo e sorrir de prazer. Enfim, parafraseando Ernest Hemingway em relação à Paris: Paraty “é uma festa” para todos os gostos e sentidos. E que alegria não foi voltar pra lá… A FLIP 2023 aconteceu em novembro. Mas isso é história para outro post!

Carlos Drummond de Andrade, escritor homenageado da FLIP/2012, nos disse ao pé dos ouvidos que “no meio do caminho tinha uma pedra” … E, as muitas pedras históricas das ruas de Paraty nos conduzem à exuberância das matas, aos enigmas dos mares e ao multicolorido de pessoas e livros.

Estar na FLIP é um respirar cultural que nos permite um novo e rico olhar ao fascinante mundo literário. Estar em Paraty é um inspirar constante.  

“Mas as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão” em seu poema “Memória”, Drummond parece demarcar sua relação com o tempo passado e, no mesmo momento, sua permanência pulsante com o presente. Paraty tem a ver com isso.

Os passeios conduzem às coisas de antigamente. Seja de barco a prainhas escondidas; de charrete pelo centro histórico; de jeep até o “Caminho do Ouro” e seus alambiques, tudo é nostalgia e aprendizado. É como disse Albert Einstein já em 1955 “a distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente”.

Em breve por aqui, os registros da Flip 2023!

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