O Itamar, com afeto, disse para eu escutar o coração sem medo. O Gregorio me deixou um beijo e o Milton um abraço afetuoso. A Adriana desejou que eu encontre portas e janelas abertas para o novo. A Palmira me chamou de querida e espera que muita poesia inunde minha vida. A Joana também deixou beijos e garantiu que não preciso temer, pois as crônicas, escritas por ela, não dão ressaca.
Toda essa gente e as dedicatórias em seus livros, mesmo sem saber, me fizeram flutuar de contentamento, pelo ensolarado céu baiano, na semana em que completei 60 anos (03/08). Por isso, o mês de agosto ficou ainda mais especial com a viagem comemorativa a Salvador e à Festa Literária Internacional do Pelourinho, a Flipelô (de 05 a 09/08).
Ao som dos tambores do Olodum, no ritmo da Timbalada, no gingado da capoeira, no rodado das baianas e no folhear de livros, conheci gente. Gente que preserva a cultura, que escreve, que lê, que espalha palavras e histórias. Gente de sorriso solto e coração cordial que remetem ao cheiro, ao gosto e à cor que dão início a novos ciclos.
Conheci gente que batalha o pão com simpatia e bondade, como a Silvana da Arte do Pelô Artesanato que, por mais de uma vez, nos cedeu a única cadeira plástica para um breve descanso - depois de muitos passos nas pedras do Centro Histórico.
Conheci gente atenciosa como os motoristas de aplicativo que, orgulhosos, se transformam em guias turísticos e historiadores pelas ruas da cidade. Gente que só segue viagem depois de ter certeza que entramos em segurança porta do prédio adentro.
Conheci gente acolhedora e de energia boa, como a Bárbara, que na noite mágica de sexta-feira dividiu comigo os degraus da escadaria da Fundação Jorge Amado - ora assistimos à apresentação literária do Itamar, ora bagunçamos a fila para autógrafos. Juntou-se a nós a alegre Luísa que atuou como nossa fotógrafa oficial. Mulheres medicinais que exalam risadas e vibrações positivas.
Conheci gente solidária que orienta fiéis de tantos cantos do mundo durante as cerimônias na Basílica Santuário Nosso Senhor do Bonfim. Ali, agradeci tantas bênçãos, como a presença de minha mãe Marlene que, aos 82 anos, foi minha companheira nas subidas e descidas de ladeiras. Torcemos para que nossos joelhos, colunas, quadris e mentes nos permitam muitas outras aventuras.
Conheci gente como a festiva Cris e sua barraca sortida de tudo e mais um pouco. Foi ali que a famosa fitinha do senhor do Bonfim e os três desejos foram amarrados. Perguntou qual minha cor preferida e respondi: amarelo-ouro. ‘Sua orixá é Oxum’, festejou ela. Orou e prendeu a fita no meu braço esquerdo. Em seguida, nos ensinou o caminho até a fonte da Basílica para enchermos a garrafinha plástica de água benta.
Conheci gente e aprendi com elas que muitas coisas podem ser transformadas com sorrisos iluminados, palavras amigas e circundar de braços. Gente é presente. Comemorar mais um ano é um presente. A vida é um presente. E, entender isso, muda tudo!
SAIBA QUE
2026
- 10 anos da Festa Literária Internacional do Pelourinho - Flipelô (de 05 a 09/08). @flipelo
- 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado (02 de julho de 1886). @casadejorgeamado.
- 114 anos de nascimento de Jorge Amado (10 de agosto/1912 - Itabuna/BA)
- 25 anos da morte de Jorge Amado (06 de agosto/2001- Salvador/BA).
AUTORES CITADOS E RESPECTIVOS LIVROS AUTOGRAFADOS








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ELEVADOR LACERDA



BASÍLICA SANTUÁRIO NOSSO SENHOR DO BONFIM




FAROL DA BARRA – MUSEU NÁUTICO








